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Afirmar que o problema da falta de comida ou água é o número da população de humanos é muita estupidez, quando o problema é que apenas sete bilhões de humanos trabalham para sustentar 70 bilhões de animais dos quais pelo menos 56 bilhões são assassinados todos os anos.

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Dez vezes a população humana devora muito, mas muito mais alimento e água do que todos os humanos juntos. Mas isso é que certas pessoas agarradas ao seu bifinho (quero dizer, ao bifinho cortado de uma parte do corpo de outro animal), ao seu queijinho, ao seu sorvetinho, etc não querem ver. Paliativo não é adotar a dieta 100% vegetariana, é não querer ver. É preciso ir ao centro da questão, deixar prá lá argumentos sem sustentação.

A dieta imposta pelo agronegócio como saudável só foi saudável para a contabilidade dele, não para os 56 a 70 bilhões de animais criados e mortos todos os anos, nem para o planeta exaurido completamente, nem para a saúde humana. Basta contar o número de “remédios” consumidos em cada família por conta da dieta ovo-galacto-carnista que aí está posta como “saudável”.

Essa dieta é a ruína da vida dos animais. A ruína das florestas. A ruína dos alimentos dados de comer aos animais, que viram apenas urina e excrementos. A ruína das águas. A ruína da nossa saúde. A cura disso tudo é a dieta vegana integral. Sigo-a há mais de 15 anos. Somente agora tenho a saúde que o leite e as carnes me tiraram por mais de 40 anos.

Sônia T. Felipe, doutora em Teoria Política e Filosofia Moral pela Universidade de Konstanz, Alemanha (1991), fundadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Violência (UFSC, 1993); voluntária do Centro de Direitos Humanos da Grande Florianópolis (1998-2001); pós-doutorado em Bioética – Ética Animal – Univ. de Lisboa (2001-2002).

Autora dos livros, Por uma questão de princípios: alcance e limites da ética de Peter Singer em defesa dos animais (Boiteux, 2003); Ética e experimentação animal: fundamentos abolicionistas (Edufsc, 2006); Galactolatria: mau deleite (Ecoânima, 2012); Passaporte para o Mundo dos Leites Veganos (Ecoânima, 2012); Colaboradora nas coletâneas, Direito à reprodução e à sexualidade: uma questão de ética e justiça (Lumen & Juris, 2010); Visão abolicionista: Ética e Direitos Animais (ANDA, 2010); A dignidade da vida e os direitos fundamentais para além dos humanos (Fórum, 2008); Instrumento animal (Canal 6, 2008); O utilitarismo em foco (Edufsc, 2008); Éticas e políticas ambientais (Lisboa, 2004); Tendências da ética contemporânea (Vozes, 2000).

Cofundadora da Sociedade Vegana (no Brasil); colunista da ANDA (Questão de Ética) www.anda.jor.br. Coordena o projeto: Ecoanimalismo feminista, contribuições para a superação da discriminação e violência (UFSC, 2008-2014).

Foi professora, pesquisadora e orientadora do Programa Interdisciplinar de Doutorado em Ciências Humanas e do Curso de Pós-graduação em Filosofia (UFSC, 1979-2008). É terapeuta Ayurvédica, direcionando seus estudos para a dieta vegana.

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