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Japão pare com a matança de golfinhos em Taiji!

Durante essa madrugada (GMT Brasília) ocorreu em Tóquio a primeira manifestação contra a matança de golfinhos e baleias de Taiji, diversas cidades do mundo participaram dos protestos nesse final de semana e o Camaleão acompanhou tudo passo-a-passo!

Max: Como foi o protesto de Tóquio contra a matança de golfinhos ?
Daniela:
O protesto foi pacífico e contou com aproximadamente 70 pessoas, o ato foi organizado por japoneses que estão insatisfeitos com a situação dos golfinhos em Taiji e contou também com a participação de estrangeiros que circularam durante 1 hora e meia pelas principais ruas de Tokyo.

Alguns dos cartazes exibidos, além de mostrar claramente a posição contrária a matança de golfinhos e baleias, levavam mensagens com teor social e político, como: “Os impostos que pagamos financiam essa caça”; enquanto no megafone se ouvia em alto e bom som: “Nós não precisamos da carne de golfinhos e baleias para nos alimentarmos, a carne é extremamente tóxica para nosso corpo, nossos impostos estão financiando essa caça” e os ativistas num só coro gritavam: “Somos contra a caça de golfinhos, somos contra a caça de baleias”.

Não tivemos contato direto com as pessoas, mas muitas pessoas presenciaram o ato e não estavam cientes do que acontecia em seu próprio país, ficaram curiosos e com certeza vão procurar saber melhor o que estava acontecendo e o que reivindicavamos, mas tenho certeza que fizemos essas pessoas abrirem os olhos.

O protesto contou com a ajuda da polícia de Tokyo para guiar os ativistas na rua, no trânsito e principalmente impedir que o grupo contra a manifestação e a favor da tortura de golfinhos nos agredissem.

Max: Como foi a reação do grupo contrário a manifestação que estava no local?
Daniela:
Até mesmo antes do início do protesto já havia umas 20 pessoas contrárias a nossa passeata gritando nas ruas para que a “Sea Shepherd” fosse embora do Japão (e vale ressaltar que não havia participação da Ong, mas mesmo assim eles insistiam em falar o nome da Sea Shepherd Conservation Society) e afirmavam também que comer golfinhos e baleias é a mesma coisa que comer vacas, bois, frangos e outros animais e nós concordamos, porém do ponto de vista em que ambos os casos é errado e não certo, diferente do que pensam, além disso tudo, eles também falavam palavras agressivas, ofendendo a todos os ativistas.

Tentativas de agressões físicas ocorreram durante todo o protesto em meio as agressões verbais e gestos obscenos, por precaução e organização a polícia acompanhou todo o manifesto e segurava os mais violentos.

Até que eles estavam bem organizados, revezavam para falar no megafone e até mesmo nas agressões, eles afirmavam que faz parte da cultura japonesa essa prática, sendo que na verdade, a própria população nem sabe o que se ocorre em Taiji e é por isso que eles não gostam e tentam abafar os ativistas pelos direitos dos animais, pois nós expomos a verdade.

O grupo deles contou até mesmo com a participação “especial” do senhor que sempre está filmando os passos dos Cove Guardians e dos ativistas, inclusive, ele foi filmado várias vezes no documentário The Cove e sempre está presente defendendo a caça de golfinhos, ele foi um dos mais agressivos, muitas vezes avançando em cima de nós, xingando e como de costume, cuspindo.


As pessoas nas ruas olhavam curiosas e ao mesmo tempo assustadas com tanta movimentação, um protesto desse tipo aqui no Japão não é comum, todos viram que as pessoas a FAVOR da caça estavam agressivas e muitas vezes eles paravam em frente aos pedestres e gritavam que a caça é uma cultura japonesa, mas de uma forma estúpida, violenta e como se tradições tivessem que ser repetidas, simplesmente por serem tradições, o que nem é o caso.

Eles poderiam ter exercido seu direito de liberdade de expressão também, mas de forma pacífica como fizemos e infelizmente eles não souberam argumentar nenhum assunto com decência e partiram para a ignorância, até por que não há justificativa para fazer o que fazem.

 

Max: Algum recado em especial para os ativistas, após a participação em Tóquio?
Daniela:
Sim, Taiji é o ponto onde mais se mata golfinhos e baleias e os que são apenas capturados são exportados para aquários do mundo inteiro, como a Sea World, mas não podemos esquecer que matança de golfinhos para diversos fins também ocorre no Brasil como no caso dos botos, nos Estados Unidos, na Dinamarca, o que não podemos fazer é generalizar e julgar uma nação inteira pelo erro de alguns, hoje tive a oportunidade de estar com ativistas e japoneses também e  que são contra a caça de Taiji.

Assista o vídeo do ato em Tóquio e Londres:

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