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Ecologia.

Zoológicos não são amigos dos animais!

O programa CQC (Custe o Que Custar) exibido pela Rede Bandeirantes (Band), apresentado por Dan Stulbach, Marco Luque e Rafael Cortez, decidiu recentemente abrir espaço para a temática “Animais: Santuários e Zoológicos”.

O CQC quer promover a campanha “Santuário Animal” realizada pelo Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos (ASERG), que está buscando um novo terreno para abrigar os diversos animais que resgataram de circos e zoológicos, e também para promover consciência na população sobre o uso e abuso que esses animais sofrem em circos e zoológicos do Brasil.

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Em um dos quadros mais famosos do CQC, o Proteste Já, a equipe jornalística do programa foi até o Zoológico de Brasília onde dois felinos estão confinados em uma área degradante por anos, o extra.

Extra é o local onde fica os animais doentes, animais velhos, ou que o Zoológico não tem interesse em exibir para “entretenimento” do público por motivos (antropocêntricos) diversos. O Extra é onde os zoológicos escondem os animais não “bonitinhos”, animais que vieram maltratados de circos e/ou que adquiriram danos (físicos e psicológicos) nos próprios zoológicos e então são escondidos do público para preservar a imagem romântica de que zoológicos ajudam os animais – afirma voluntário da ONG CAMALEÃO.

O objetivo do Proteste Já (CQC) era desburocratizar o processo de resgate do leão que está há mais de dez anos confinado no extra e do resgate da onça pintada, nascida cativa e confinada há mais de 20 anos, para serem levados ao Santuário de Animais (Rancho dos Gnomos), para que esses animais tenham uma vida muito melhor do que no Zoológico de Brasília, que estão em um ambiente cinza de concreto e para ficarem longe da possibilidade de estressarem novamente ao serem relocados à visitação pública.

O leão foi trazido para Brasília (DF) pelo Ibama, depois do fechamento do zoológico de Niterói (RJ) por denúncias de maus-tratos.

A Equipe do CQC foi recebida de forma não-amigável pelos seguranças do Zoológico que tentaram censurar o quadro do programa. Assista o vídeo do Proteste Já (CQC) e entenda mais sobre esse caso dos felinos no Zoológico de Brasília.

Em reportagem ao R7, um ex-funcionário do zoológico, que não quis se identificar, alega que alguns animais morreram por omissão da administração.

“Já tivemos de dar milho para os bichos. Tinham tratadores comprando comida para as aves com o próprio dinheiro”.

Em janeiro deste ano, a Comissão de Defesa dos Direitos Animais da OAB-DF (Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal) entrou com uma representação no Ministério Público e no CRMV-DF (Conselho Regional de Medicina Veterinária do DF) contra o Zoológico de Brasília, após a divulgação de um vídeo que mostra um elefante ferido se molhando em um tanque.

O Portal G1 publicou uma matéria sobre o caso: “Zoo do DF mantém felinos idosos confinados em recinto de concreto“.

Nota do Camaleão: A sociedade precisa compreender que o problema dos zoológicos não está apenas nas inúmeras e frequentes denúncias de abandono e maus-tratos, mas também na própria ideia de utilização desses animais como “entretenimento” humano. A visitação pública ocasiona stress e outros danos psicológicos nos animais. O ambiente artificial contribui para doenças e comportamentos anormais.

 

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