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Sobre o caso da mulher que abandonou o cãozinho na rua

(Reportagem R7)

Gente, é o seguinte, vou mandar o papo reto:
sei que todos nós ativistas ficamos revoltados quando tomamos conhecimento da degradação moral a que chega um ser humano que abandona um ser que nele confia para sofrer todos os abusos da vida, isso nos causa indignação e dor.

Isso demonstra que tal ser humano carece exatamente do que nos torna humanos: sua humanidade. Para dizer o mínimo, quem abandona um animal é alguém sem ética e sem compaixão. Nós temos todo o direito moral de expormos @ opressor(@) publicamente, porém, temos que ter cuidado ao fazer isso para não incorremos em outros tipos de opressão.

Chamar a moça que abandonou o cãozinho de VADIA, VACA, PIRANHA, VAGABUNDA, ETC… não ajuda a nossa causa, mas prejudica outra causa que devemos valorizar enquanto pessoas coerentes.

Ser machista (e infelizmente muito destes termos que eu vi serem disparados foram disparados por mulheres) é um contrassenso com nossa causa libertária. Quando nos referimos assim a alguma mulher, não estamos atacando a ela, mas a todas as mulheres enquanto classe, pois tais termos foram cunhados e tem seu uso recorrente dentro da lógica de uma sociedade machista e opressora.

A luta pelo fim da opressão animal é conjunta com a luta pelo fim da opressão humana. LIBERTAÇÃO ANIMAL – LIBERTAÇÃO HUMANA. Não faz sentido e não tem lógica um abolicionista ser ou machista, ou homofóbico, ou racista e muito menos misantropo.

Atenção para nosso processo de autocrítica: ou lutamos pela liberdade de tod@s, ou estamos incorrendo na hipocrisia das parcialidades.

Voltando ao caso da moça: devemos condenar a sua falta de humanidade e sua postura opressiva com relação ao animal em questão, mas é um erro atacá-la, seja pelo viés do gênero ou qualquer outro.

Formou-se em Filosofia pelas Pontifícias Universidades Católicas de Campinas e São Paulo, é vegano e anarquista.

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