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ALF salva camundongos do Instituto Royal em São Roque

Sem aviso prévios, sem anúncio no Facebook ou nomes revelados, da forma que a ALF realmente age, ativistas invadem novamente o Instituto Royal e salvam os roedores que não haviam sido resgatados na última invasão devido ao bloqueio policial.

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Na madrugada desta quarta-feira (13), cerca de 30 pessoas entraram no Instituto Royal, em São Roque (SP), para libertar os roedores que ainda estão no local. Os ativistas intitulados como ALF libertaram cerca de aproximadamente 100 ratinhos do laboratório.

História, Motivações e Raízes
No maior estilo e paralelo dos lutadores pela liberdade na Alemanha Nazista, que libertaram prisioneiros de guerra e destruíram equipamentos utilizados pelos Nazistas para torturar ou matar suas vítimas, ativistas que utilizam táticas nos moldes da antiga ALF vêem na defesa das vítimas não-humanas, uma justificativa moral para agir e intervir nos dias de hoje, assim como se fazia naquela época em relação aos humanos em situações de confinamento nos campos de concentração.

Para quem não conhece, afinal, é uma das primeiras vezes que tratamos do assunto abertamente no Brasil, a ALF (Animal Liberation Front) é uma antiga organização que acabou virando uma tática devido a clandestinidade de suas ações e apericulosidade dos ideais libertários propostos pela organização para as empresas exploradoras de animais e ao Estado opressor mantenedor da ordem.

Devido a impossibilidade de existir legalmente, a organização e seus ideais permaneceram no movimento de direitos animais como uma ferramenta pela liberdade dos animais, portanto, todo e qualquer ativista que se permita infligir leis visando a libertação animal ou danos a indústria pode se autodenominar ALF, desde que a ação seja planejada e não envolva em prejuízos físicos a animais-humanos e animais não-humanos.

A segunda libertação em São Roque
Ao que aparenta a segunda invasão ao Instituto Royal que libertou os roedores do local e causou danos a propriedade do local é uma ação nos moldes Animal Liberation Front por ter seguido esses princípios. O que não procede caso seja verdade o fato de terem utilizado força física ou psicológica contra humanos para o ato algo que a mídia tradicional afirmou, mas que até agora nada foi provado.

Em contrapartida, uma nota do grupo que se declarou como responsável pela ação afirma que não houve agressão física a nenhum segurança. “Eles foram avisados desde o começo que nada aconteceria a eles, que somente queríamos os animais”, diz a publicação.

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“Quando um ser está preso, a única coisa que ele quer é uma oportunidade, uma oportunidade de ser livre” – Ass: Ratinhos

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