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Ecologia, Notícias.

Latifúndios são vastas áreas de terras sem nenhuma ou com pouca produtividade

Geralmente, são áreas que tem seu tamanho delimitado de acordo com a própria vontade egocentrista do “proprietário”.

Notícias e artigos sobre latifúndios estão relacionadas a grandes fazendas pecuaristas na Amazônia ou no Mato Grosso do Sul, mas não dessa vez, nesse caso, vamos contar um pouco do relato visual presenciado em uma viagem atravessando parte do Brasil, do “Frango Assado” de São José dos Campos no Vale do Paraíba as churrascarias à beira da estrada em Americanas, Pirassununga, Porto Ferreira (capital da cerâmica) até rumo a Brasília no DF.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando falamos em latifúndio, logo, já nos vem a mente, grandes espaços de terra, um enorme desperdício, desigualdade social e para alguns mais sabidinhos a relação direta com a criação de gado (consumo de carne, derivados) e interesses privados de pequenos grupos elitizados e isso, infelizmente, resume bem o que é o Brasil, de um lado a outro das rodovias (ex: Anhanguera), só viamos paisagens verdes e junto a esse cenário aparentemente ecológico: a verdade “camuflada”.

Fazendas-matadouros, apicultores, frigoríficos, todos confinando vidas, poluindo os lençóis freáticos, jogando dejetos, sangue, urina, víceras, ossos e defensivos agrícolas em nossos rios, enfim, a indústria sendo aquilo que ela é de fato, a indústria de produtos de origem animal, a atividade humana comprovadamente a mais poluente do planeta, segundo o próprio relatório de impactos ambientais na produção e consumo da ONU.

Essa foi a visão que vi no campo quando a publicidade especista, machista e preconceituosa dos outdoors da cidade deixavam ver, é claro.

Além disso tudo, a principal característica negativa dos latifúndios e a mais óbvia delas é exatamente o fato que, enquanto alguns estão com enormes quantidades de terras, outros estão guerreando por um pequeno espaço, simplesmente, para poderem ter uma moradia, inclusive, o latifúndio ligado a agropecuária é um dos maiores problemas dos indígenas, que estavam em Brasília mesmo sobre a forte chuva e neblina.

E usaram de criatividade para falar do “sangue indígena” derramado constantemente pelos grandes latifundiários-pecuaristas.

Ao chegar em Brasília algo que me chamou muita a atenção é a pobreza batendo na porta na cara dos mais abastados, de um lado, grandes e enormes casas-palácios avaliadas em seus milhões e do outro lado, de uma mesma avenida, sem-tetos, morando em seus barracos em condições deploráveis.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E por focar minha visão no especismo e na relação da indústria da carne, muitos se questionam e quanto a pobreza? as criancas? a fome? você não liga?

Sim, é claro que me importo, até por isso sou vegano, pois o modelo atual de produção de alimentos só abasteceria 2 bilhões de pessoas à base de carne e produtos de origem animal, diferente, de uma dieta vegana, à base de grãos, hortaliças, frutas, verduras, etc, que alimentaria com folga a população mundial. E, é claro, sou vegetariano, por considerar que os animais também possuem seus próprios interesses, que não é o de virar produtos para os humanos.

Acessem aqui a segunda e última matéria sobre a viagem para Brasília!

Fundador do Portal Veganismo e do Grupo CAMALEÃO.
Comunicólogo, autodidata em História, Filosofia e conhecimentos gerais. Ativista abolicionista pelos Direitos Animais, membro da Sociedade Vegana.

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