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Fraude com carne de cavalo: desperta atenção de consumidores ao consumo de animais

Supermarket Shopper

Após a fraude da carne de cavalo encontrada em produtos bovinos no Reino Unido, Portugal, Estados Unidos, Eslováquia, República Checa, Hungria, Grã-Bretanha, Itália, Holanda, Bélgica, Espanha, Grécia, Irlanda e diversos outros países, marcas de produtos veganos (livres de insumo animal) viram suas vendas crescerem de forma surpreendente no mês de fevereiro, quando se intensificou o escândalo fraude da carne de cavalo, descoberta nas lasanhas da marca Findus e Tesco.

Alguns estudos importantes, como o de Impactos Ambientais na Produção e Consumo da UNEP, afirmam que uma mudança para um mundo livre de produtos de origem animal seria uma solução para salvar o meio ambiente.

Seja por uma questão ambiental, como a escassez da água, dos diversos recursos naturais (inclusive fósseis) ou pela liberdade dos animais, esses fatores sempre foram os mais pontuados como responsáveis por uma possível maior adesão da sociedade em um despertar de consciencia em relação ao veganismo e aos direitos animais, porém, nunca imaginávamos que fraudes reveladas seriam também incentivadoras do não-consumo de animais e seus derivados.

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Todos os animais (seja humano ou não-humano) são diferentes e semelhantes.

No Reino Unido e com toda certeza em outros países esse fator foi importante para a mudança de hábitos: 

Segundo reportagem do jornal britânico The Guardian, o grupo Quorn, maior produtor de refeição vegetariana pronta, disse ao jornal que viu suas vendas duplicarem na segunda quinzena de fevereiro, a empresa está tendo que aumentar o número de turnos em sua fábrica para lidar com a demanda.

A marca, a sul-africana Fry´s, verificou um aumento de 30% na venda de suas tortas vegetarianas. Supermercados que antes não demonstravam interesse em ter a alternativa em suas prateleiras também passaram a encomendar lotes.

De acordo com o Datamonitor, a categoria de substituto de carne nos EUA tem um valor de mercado estimado em cerca de $1 bilhão de dólares e a tendência é aumentar.

Outro indicador foi a repercussão midiática tida pelo “No Steak” (Ed. Fayard), livro do jornalista vegetariano Aymeric Caron, lançado pouco antes do episódio da carne de cavalo.

Consumidores do Reino Unido estão mais propenso a comprar alimentos produzidos localmente, além de consumir produtos vegetarianos.

De acordo com uma pesquisa da União Nacional dos Produtores do país – NFU na sigla em inglês -, 78% dos entrevistados disseram que as redes de supermercados deveriam oferecer mais opções de produtos locais, com sistema de rastreamento desde a sua origem até o seu destino final.

Inspiração: IHU – Exame

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