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Você sabe a definição do vegetarianismo e sua história?

Hoje, primeiro dia do mês de outubro, é o dia mundialmente conhecido do vegetarianismo, mas afinal, o que é o tal do vegetarianismo? Você sabia que existem tipos de vegetarianismo?

Antes de tudo é importante entender que existem tipos de vegetarianismo e com características, valores, interesses e particularidades bem específicas e distintas umas das outras. Basicamente, existe o vegetarianismo ético e histórico e existe o vegetarianismo distorcido.

A Vegetarian Loving Cow --- Image by © Illustration Works/Corbis

O vegetarianismo distorcido iniciou-se por volta de 1.888, segundo a pesquisadora e filósofa brasileira, Sônia T. Felipe, a distorção dos termos do vegetarianismo teve origem na própria Vegetarian Society do Reino Unido, quando seu presidente, J. B Mayor, preocupado com o pequeno número de associados à sociedade, quis mudar o próprio termo, de modo a torná-lo mais abrangente, aceitando assim o consumo de derivados de origem animal.

Em outras palavras, a distorção do termo para torná-lo mais abrangente tinha o objetivo antropocêntrico de aumentar o patrimônio financeiro da sociedade, devido ao maior número de pessoas que aboliam a carne, mas não aboliam os derivados.

Na atualidade, com exceção daqueles que usam a definição distorcida de vegetarianismo (como uma dieta sem carne) sem ter a ciência de que fazem isso, algumas sociedades vegetarianas, organizações, empresários e empresas de “informação” na internet se omitem ou provocam e incentivam ainda mais a distorção do vegetarianismo pelo mesmo objetivo do passado, antropocentrismo e dinheiro, especismo e dinheiro, essas pessoas (físicas e jurídicas) tem interesse capital em manter o status quo mesmo cientes do prejuízo direto gerado aos animais, mais precisamente fêmeas exploradas para produção de leite e ovos, pois a transparência sobre isso permitiria que um número maior de pessoas questionasse seus hábitos e valores.

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Agora vamos ao vegetarianismo ético e histórico, que está em defesa dos animais, do planeta e da sociedade, esse vegetarianismo que tem origens históricas (obviamente anteriores a distorção do termo ‘vegetarian’) estipula a alimentação exclusivamente vegetal, com a ausência do uso dos corpos de animais (nem carne branca, nem peixe) e com a ausência dos derivados ‘fruto’ do trabalho imposto aos animais (nem queijinho, nem leitinho).

É valioso saber que no passado, anterior ao surgimento da VegSoc do Reino Unido, no séc. XIX, a primeira organização vegetariana já havia surgido, a “Bible Christian Church”, fundada por Salford em 1.809. A BCC defendia uma dieta vegetal (sem derivados de animais).

Para não restar dúvidas sobre a ‘vegetabilidade’ da alimentação vegetariana é importante resgatar a informação de mais uma pioneira entidade que contextualizava o pensamento da época, a The British and Foreign Society for the Promotion of Humanity and Abstinence from Animal Food (Sociedade Britânica e Estrangeira para a Promoção do Humanitarismo e Abstinência de Produtos de Origem Animal), que foi foi criada no ano de 1.843, do qual, o seu nome fala por si só.

Vegetarianismo, por história e definição – independente das distorções que sofreu no passado e sofre no presente – é uma dieta baseada em vegetais, derivada de uma ideia de dieta vegetal, confirmado por fatos históricos e também por uma questão de lógica, visto que, queijos não dão em árvores e ovos não brotam da terra, logo, não são vegetais para compor a tão falada e pouco praticada alimentação vegetariana.

Ciente dessas informações, as leitoras e leitores desse artigo, agora, munidos de informações suficientes, podem por conta própria tomar uma decisão ética, em respeito aos animais e na defesa dos interesses deles, e propagar no Dia Mundial do Vegetarianismo a alimentação vegetariana tradicional (ética) e refletir sobre o verdadeiro papel de algumas entidades ‘vegetarianas’, organizações e certos empresários, que distorcem essas informações ao público intencionalmente, em benefício do controle e da manutenção de mercado, em resumo, em benefício de seus interesses e acordos políticos e financeiros.

Informe-se, saiba identificar quem está realmente preocupado com os rumos do vegetarianismo, com a libertação animal e a justiça para com os bichos, não pense que somente a rede globo de televisão faz manipulação, em tempos de guerra (fria ou nas estrelas), venha para o lado animal da força!

Fundador do Portal Veganismo e do Grupo CAMALEÃO.
Comunicólogo, autodidata em História, Filosofia e conhecimentos gerais. Ativista abolicionista pelos Direitos Animais, membro da Sociedade Vegana.

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