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Dida virou um símbolo em minha vida…

Dois meses e 12 dias depois de ser resgatado da indústria de exploração, o pintinho Dida morreu com um provável câncer no pescoço. Filho não só de uma galinha aprisionada e explorada durante toda sua vida, mas também de uma rigorosa seleção genética, drogas aplicadas em sua mãe e de diversas outras “manipulações” da indústria ele não superou a “data de validade” que a indústria determina para lucrar o máximo possível com sua vida e morte.

Descarte da indústria, não foi a primeira morte dos 201 INDIVÍDUOS que recebi com desespero no coração das mãos do empregado da incubadora. Mas desses, foi o que mais tive contato, pois precisei traze-lo para casa porque aparentemente precisava de tratamento especial.

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201 vidas jogadas fora mas que não foram cozidas ou trituradas vivas, sufocadas num caminhão de transporte, impedidas de ver suas mães e de realizar qualquer coisa que lhes fossem naturais, como todos os milhões de outros seres, todo dia, em todos os lugares, das mais variadas espécies.

Mesmo assim ele teve vida normal, se alimentou super bem e “curtiu” sua vida livre. De domingo pra cá ele foi decaindo. Desde então Mario, seu companheiro que aparece na foto a seguir, não desgrudou mais dele.

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Dida virou um símbolo em minha vida, lembrar dele é lembrar que campos de concentração ainda existem e eu tive coragem de ir, ver, pegar, sentir o cheiro de morte, sofrimento e confinamento, descobrir que tudo aquilo definitivamente não é sensacionalismo de documentário vegano. Coragem que quem realmente precisa nunca terá.

Lembrar do Dida é lembrar que ainda existem locais que produzem vidas de forma mecânica.
Lembrar do Dida é lembrar que ainda existem locais onde se tiram vidas de forma mecânica.

Tudo isso para satisfazer um prazer desnecessário e respeitar uma cultura insana.

Lembrar do Dida é lembrar de continuar lutando contra esse sistema baseado na exploração e morte mesmo sabendo que os resultados virão após a minha própria morte.
Lembrar do Dida e do seu resgate traz energia baseada na revolta diariamente racionalizada e canalizada da melhor maneira possível.

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* Texto escrito pelo ativista vegano Leandro Campos.

* Por favor, pare de colaborar com a objetificação de animais, não consuma ovos, torne-se vegan: www.sejavegan.com.br

Fundador do Portal Veganismo e do Grupo CAMALEÃO.
Comunicólogo, autodidata em História, Filosofia e conhecimentos gerais. Ativista abolicionista pelos Direitos Animais, membro da Sociedade Vegana.

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