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O navio do Greenpeace, <i>Arctic Sunrise</i>. Foto: Barbara VeigaResumo da polêmica: Junichi Sato (Greenpeace) acusa Ong Sea Shepherd por denunciar indústria baleeira japonesa de utilizar dinheiro doado para ajudar as pessoas atingidas pelo Tsunami e Terremoto no Japão “sem provas”, sendo que a própria Agência de Pesca Japonesa emitiram uma nota afirmando ter posse de 30 milhões de dólares do Fundo de Alívio ao Tsunami e Terremoto.

Confira a matéria veículada no próprio site do Instituto Sea Shepherd Brasil abaixo:

Junichi Sato, diretor executivo do Greenpeace no Japão, condenou publicamente a Sea Shepherd Conservation Society por acusar a indústria baleeira japonesa de usar o dinheiro destinado ao Fundo de Alívio ao Tsunami e Terremoto, para fornecer segurança para sua frota.

Poucos dias antes, o Greenpeace reivindicou o crédito de expor o escândalo de que o dinheiro estava sendo utilizado para o suporte da frota baleeira. Sato fez a seguinte declaração: “Não somente a indústria baleeira é incapaz de sobreviver sem grandes quantias de ajuda do governo, como agora está canalizando o dinheiro das vítimas do triplo desastre de 11 de março – num momento em que eles mais precisam. Esta é a novidade da vergonhosa indústria baleeira e dos políticos insensíveis que a apoiam.”

Em resposta às reivindicações suspeitas do Japão de que o dinheiro veio de impostos, e não do fundo de ajuda (contradizendo a nota da Agência de Pesca japonesa, de que os fundos de fato vieram do fundo de ajuda), Sato, esquecendo-se de sua declaração anterior, decidiu aproveitar a oportunidade para desacreditar a Sea Shepherd. De acordo com Sato, o Capitão Paul Watson disse na TV Sky que era “realmente vergonhoso” que o dinheiro tenha vindo de “pessoas de todo o mundo” que nunca sonharam como ele seria usado.

Sato chamou essa afirmação de irresponsável, e afirmou que Watson não está fazendo nenhum favor aos conservacionistas por deturpar a verdade. Sato afirma: “Trata-se da credibilidade de todo o movimento anti-caça.”

Sabemos que cerca de 30 milhões de dólares foram alocados do Fundo de Alívio ao Tsunami e Terremoto, como afirmado pela Agência de Pesca japonesa, com a justificativa de que a reconstrução da indústria baleeira é um uso legítimo de tais fundos. Agora, o governo japonês volta atrás, alegando que os fundos vieram de impostos. De qualquer maneira, a pergunta deve ser feita: quando as pessoas estão desabrigadas por causa do desastre, por quê 30 milhões de dólares serão destinado à indústria baleeira para defender a sua operação de caça ilegal no Santuário Antártico das Baleias? Ou o Ministério das Relações Internacionais está mentindo, ou a Agência de Pesca japonesa está mentindo.

O Capitão Paul Watson acredita que o Greenpeace do Japão é irresponsável por utilizar as mensagens contraditórias do governo japonês para difamar a Sea Shepherd.

“Sato deve olhar para sua própria organização, quando se trata de questionar a credibilidade sobre esse assunto. Eles arrecadam cerca de 40 milhões de dólares por ano em suas campanhas contra a caça, e tudo que eles fazem é produzir e-mails pedindo fundos. Eles não enviam um navio ao Oceano Antártico para pendurar banners há anos. A frota baleeira japonesa vai passar pelo navio do Greenpeace Esperanza, agora em Palau, e o Greenpeace não vai enfrentá-los. Isso é também uma vergonha. Arrecadar dinheiro do público para fingir estar salvando baleias e, ao mesmo tempo, atacar a única organização que salva baleias no Oceano Antártico”, disse o Capitão Watson. “Eu pedi ao Greenpeace que se juntasse a nós em uma causa comum, para nos opormos à frota baleeira, e eles se recusaram. Eu não tenho ideia do que fazem com os milhões de dólares que arrecadam para salvar as baleias, mas eu sei que os fundos não são utilizados para salvar as baleias. Quanto à credibilidade, a Sea Shepherd salvou 863 baleias no ano passado dos arpões, e o Greenpeace não salvou nenhuma. Esta é a única credibilidade que estamos preocupados.”

Saiba mais sobre o Cap. Paul Watson, aqui!

Fundador do Portal Veganismo e do Grupo CAMALEÃO.
Comunicólogo, autodidata em História, Filosofia e conhecimentos gerais. Ativista abolicionista pelos Direitos Animais, membro da Sociedade Vegana.

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