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Lei da Mordaça: o cúmulo do lobby da indústria de exploração animal

As investigações sigilosas feitas por ativistas de direitos animais estão em risco. Grandes empresas estão fazendo o que podem – e elas podem muito – para que estas investigações sejam consideradas ilegais.

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As grandes indústrias agrícolas e de abate tentam criar uma barreira de proteção às práticas abusivas que cometem e prender aqueles que expõem a violência e a crueldade cometidas contra os animais. As informações são da ANDA.

Em 2011, projetos de leis que proibem a gravação de vídeos secretos em fazendas foram introduzidas em várias legislaturas estaduais dos EUA, incluindo os Estados da Flórida, Iowa, Minnesota e Nova York. Estas “Leis da Mordaça” (em inglês, “Ag-gag Laws”), como foram denominadas, proíbem também a gravação de sons e o registro de fotos, embora cada uma inclua outras atividades consideradas ilegais e determine diferentes tipos de penalidade. Nenhuma das leis foi aprovada em 2011, mas outros Estados têm criado projetos semelhantes. Em 2013 New Hampshire, Wyoming e Nebraska puseram a proposta em votação.

A maioria das pessoas não consegue lidar com os horrores sofridos pelos animais, que são descobertos pelas investigações. Mas os investigadores de ONGs documentam tudo. Em uma enorme fazenda de laticínios em Nova York, por exemplo, vacas são golpeadas, recebem choques no rosto e são espetadas nas costelas com uma chave de fenda. Os bezerros (crianças) tiveram seus pequenos e novos chifres queimados sem nenhum tipo de anestésico. Eles davam coices de agonia enquanto a fumaça subia.

Expor esse tipo de crueldade será praticamente impossível se os legisladores, sob a influência dos interesses agropecuários destes Estados, considerarem crime fotografar e ou gravar vídeos e sons de fazendas e instalações similares.

Eles são o mais novo desafio ao trabalho dos ativistas em parar com o sofrimento repetidamente documentado e exposto ocorrido nas instalações apoiadas por algumas das maiores empresas de carne e de leite na América do Norte.

Estas propostas não só calam os ativistas e tornam qualquer um que expor os horrores da terrível indústria de abuso animal como um criminoso, mas são um problema também para as pessoas preocupadas em consumir alimentos livres de crueldade, para o discurso livre e para a liberdade de imprensa.

No caso da PETA, os resultados de algumas investigações já foram exibidos na televisão e nos jornais para que todos possam conhecer a rotina de surras, mutilação, abusos sexuais e outras crueldades que ocorrem dentro das indústrias de alimentos de origem animal. Estas denúncias levam, muitas vezes, a mudanças históricas. É por isso que leis como essas, que pretendem esmagar as investigações, têm o apoio dos que lucram com a produção de carne e produtos lácteos.

Estes empresários lutam arduamente para manter os abusos e a negligência contra os animais escondidos dos olhares da população e não é possível deixar isso acontecer.

Bob Barker, apresentador de TV e um antigo apoiador da PETA, fez recentemente um apelo emocionado aos legisladores do Estado do Wyoming a favor da ONG. Ele pediu a eles que parem de apoiar a “Lei da Mordaça” e de forma breve resumiu o sério problema que ela acarreta.

Após o pronunciamento de Barker, a proposta foi arquivada no Estado. Até agora derrotas semelhantes aconteceram também na Flórida, Minnesota e Tennessee. Mas a ameaça está longe de ter um fim. Os investigadores e denunciantes podem ser multados e até presos por tornar públicas tais evidências se esta lei for aprovada. Pior, os exploradores podem sair ilesos dos crimes cometidos e a crueldade praticada contra os animais não será revelada a sociedade.

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