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Você sempre foi um crítico feroz da política em suas músicas. Vivemos numa era
de crise econômica e política. Como você vê o mundo hoje?

Não acho que hoje em dia alguém tenha ilusão sobre políticos, primeiros-ministros e presidentes. Todos eles têm ideias ultrapassadas e, uma vez eleitos, não fazem absolutamente nada pelas pessoas que os elegeram. Democracia é uma ilusão e isso ficou evidente nos Estados Unidos com os protestos Occupy, que a polícia logo reprimiu com violência. Na Inglaterra, a família real é uma ditadura e você não pode ir contra, a não ser que esteja fora do campo de visão dela. Acredito fortemente no poder das pessoas, e tudo o que ocorreu no Oriente Médio é um grande estímulo. Todos os líderes mundiais, sem exceção, são ditadores, e eles nunca vão desistir do poder sem
ferir seu próprio povo. Políticos são puro ego e poder, e absolutamente nada além. E é por isso que as pessoas, no mundo todo, perderam sua fé neles. Se você olhar para os candidatos republicanos para a próxima eleição presidencial dos EUA vai ser simplesmente impossível não gargalhar. São eles o melhor que a América consegue produzir? Obama não merece um segundo mandato, mas vai conseguir porque os republicanos parecem moradores de um hospício. Essa não é a maneira que o mundo deveria ser tratado. Pessoas genuinamente boas não entram para a política.



Durante um tempo, acreditou-se que você era o autor do blog Morrissey`s World
(http://morrisseyswoeld.blogspot.com), o que você negou. O que acha de todo
mundo ter uma opinião sobre tudo nos dias de hoje e postar nas redes sociais?

Não sou o autor de Morrissey’s World, que é perigoso e me causou problemas. A
internet faz com que qualquer um se torne um crítico e, de uma maneira geral, o impulso de certas pessoas é machucar e destruir porque elas podem fazê-lo na segurança de seus quartos de Guerra nas estrelas numa simpática e pequena
Iowa. Por outro lado, internet é o poder das pessoas, e isso é bom, porque torna os críticos musicais inúteis. As pessoas estão pensando por si próprias, o que significa a morte da inocência. Os jornais tentam te contar o que está acontecendo, mas veja como agora as pessoas do Oriente Médio podem fazer seus próprios relatos em seus telefones e laptops. O governo sírio, por exemplo, não pode mais sair escondendo a verdade. Isso faz você pensar sobre todas as injustiças do passado e como sempre estivemos à mercê da imprensa controlada.


Você é um grande ativista do vegetarianismo e dos direitos dos animais. Acha
que evoluímos nesse quesito nos últimos 30 anos?

O abuso de animais é hoje discutido em todos os lugares. Os restaurantes têm opções vegetarianas só porque os donos concluíram que boa parte dos clientes iria embora se os vegans não pudessem se alimentar. Curiosamente, a indústria da morte – da carne – está lutando de maneira muito forte. Isso acontece porque sabem que estão perdendo. Minha crença é simples: não deverás matar. Também acho que você pode avaliar uma pessoa pela maneira que ela trata animais. Geralmente, pessoas que são cruéis com animais também o são com seres humanos e com o próprio planeta. A questão mais importante é que as pessoas estão, agora, pensando seriamente sobre a comida. Como consequência, há uma compreensão geral de que redes como KFC e McDonald’s não são apenas ruins para os animais, como também para as pessoas e o meio ambiente. A chamada indústria da carne é um desastre para o meio ambiente, mas os líderes mundiais ainda não fizeram restrições por causa da quantidade de dinheiro que o ato de matar animais gera.

Fonte: Pernambuco

Ambientalista, adepta da alimentação sem carne, simpatizante dos direitos animais e agora blogueira!

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