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“O que me angustia, no entanto, é a falta intrigante e angustiante de qualquer oposição clara à crueldade animal, dentro da Igreja”.

Frank Mann, um padre de Nova York, está causando uma verdadeira revolução em sua igreja.

Recentemente, ele teve um despertar pessoal profundo para o sofrimento dos animais e, desde então, incorporou o veganismo e a defesa dos animais em sua vida espiritual, visando um mundo mais justo e pacífico, inspirado por visionários como Dorothy Day¹ e Thomas Merton², que têm mostrado compaixão e liderança moral em face da injustiça contra animais.

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O padre afirma que, um dia, viu um outdoor na rua com duas imagens: um filhote de cão e um leitãozinho. Observando as duas imagens, o padre diz ter pensado, pela primeira vez, no que realmente diferenciava um e outro. “A mensagem saltou e agitou-se na minha alma. Por que amo um, mas como o outro? No dia seguinte, deixei de comer carne de qualquer animal (incluindo peixes). Continuando a olhar a mensagem do outdoor, pelo que parecia ser uma eternidade, eu pensei comigo mesmo: são porcos, vacas, galinhas e perus muito diferentes de gatos e cães?”

O religioso, através de seu contato com as pessoas, decidiu levar, além da palavra cristã, o amor e a compaixão aos animais em seus discursos.

* Vídeo no youtube (inglês):

“O que me angustia, no entanto, é a falta intrigante e angustiante de qualquer oposição clara e vocal à crueldade animal, dentro da Igreja. A Igreja sempre foi um campeão forte para a dignidade da vida humana em meio a uma cultura de morte e estou um pouco decepcionado e triste com a ausência de qualquer forma significativa, inspiradora e motivacional de pregação pelos animais, para escrever e ensinar questões tão urgentes como os direitos animais e seu bem-estar e segurança”, escreveu o padre no site The Tablet.

Padre Frank é um excelente exemplo de reflexão, consciência e determinação em um meio onde muitas vezes nada pode ser questionado. Seu amor e sua luta por direito estende-se não somente aos humanos mas para as outras espécies também. Podemos muito bem viver de forma harmoniosa com outras espécies e respeitá-las (tornar se vegan), independente se acreditamos em uma religião, crença ou seita.

 

¹ Dorothy Day: foi uma figura reverenciada no âmbito da comunidade católica estadunidense, atuou como jornalista, ativista social, anarquista e posteriormente se converteu ao catolicismo. Na década de 1930 Day trabalhou para estabelecer um Movimento Operário Católico, um movimento que continuasse a combinar ajuda direta aos pobres e desabrigados com ações diretas não-violentas em seu favor.

² Thomas Merton: foi um escritor católico do século XX. Monge trapista da Abadia de Gethsemani, Kentucky, foi também um poeta, ativista social e estudioso de religiões comparadas.

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