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Otimismo.

Blackfish pode ter sido responsável pelo fim da parceria

Após parceria de três anos com o parque SeaWorld, o time profissional de futebol americano Miami Dolphins cortou sua ligação profissional com a instituição. Com isso, o time se junta à lista de empresas que resolveram romper os laços com o parque, como as companhias Southwest Airlines, Virgin America, STA Travel, Hyndai, e Taco Bell.

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No ano passado, grupos dos direitos animais afirmaram que o time incentivava as visitas ao parque quando as pessoas adquiriam os ingressos para a temporada de jogos. Os Dolphins, como são chamados, ofereciam vantagens às pessoas que compravam bilhetes para todo o campeonato, como descontos em restaurantes. Aqueles que adquiriam os melhores pacotes ganhavam uma viagem a Orlando para conhecer o SeaWorld.

Naquela época, um dos representantes do time, Jeremy Paredes, comparou as vantagens dos bilhetes a uma compra que garantia a “participação e/ou adesão de um clube privado, igreja ou ginásio de esportes”.

A parceria fazia parte de uma estratégia de marketing ambiciosa com o parque aquático, que começou em 2012, com uma foto de um dos principais jogadores do time, Jason Taylor, e sua família acariciando um dos golfinhos do SeaWorld.

O término da parceria foi anunciado pelo parque na última quinta-feira (22/01) em um comunicado objetivo, que não mencionou os rompimentos de outras empresas.

“Devido à mudança de prioridades de negócios de ambas as empresas, a parceria não será renovada”, afirmou Becca Bides, porta-voz do SeaWorld. “Os Dolphins foram grandes parceiros e desejamos uma ótima temporada ao time”.

O time até agora não se pronunciou sobre o término da parceria, mas é possível que estejam rompendo qualquer laço com o parque pelos mesmos motivos que a Southwest Airlines: motivados pelas reações das pessoas ao exigir que o SeaWorld acabe com sua prática cruel de aprisionar os animais.

Desde o lançamento do documentário ‘BlackFish’, o SeaWorld vem enfrentando uma grande crise, já que muitas pessoas se sensibilizaram em relação aos perigos e crueldade de manter orcas em cativeiro. Desde então, suas ações despencaram e muitos patrocinadores retiraram seu apoio financeiro ao parque.

Até abril do passado, pouco mais de 3 milhões de pessoas passaram pelos portões do SeaWorld, o que representou uma queda de 13% na visitação ao local se comparado ao mesmo período de 2013.

Em dezembro do ano passado, o CEO do parque, Jim Atchison, anunciou que deixaria o cargo na empresa ainda em 2015. Em recente anúncio o parque divulgou que demitiria alguns de seus funcionários com o objetivo de economizar US$ 50 milhões por ano.

Assista ao Trailer do documentário BlackFish:

Fonte: Broward Palm Beach | Tradução amiga por: Olhar Animal.

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