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Saúde, Vegetarianismo.

A prevenção do câncer pode começar no caixa do supermercado!

Na ocasião do Dia Mundial do Câncer 2014, a Organização Mundial da Saúde divulgou os resultados estatísticos de uma nova pesquisa sobre o comportamento da incidência de casos de câncer no mundo.

De acordo com esses dados, espera-se que haja um aumento de 70% no número de ocorrências dessa doença ao longo dos próximos 20 anos.

Sem dúvidas isso é uma péssima notícia, mas é possível diminuir significativamente a chance de adquirir 23 tipos de câncer apenas eliminando dois importantes fatores de risco: o cigarro e a carne.

carne-e-considerada-o-novo-tabaco-em-termos-de-cancer-cigarro-tipos-cancer-dieta-bexiga-rim-pulmão-esôfagoVeja o arquivo original da PCRM (em inglês).

Engajando-se na luta contra o câncer, a CVS Caremark, segunda maior rede de farmácias dos EUA, anunciou que, até outubro, a venda de cigarros será totalmente suspensa em todas as suas lojas. Esta é uma prova de que a mudança radical na visão e na abordagem de produtos contendo tabaco está surtindo efeito. Mudanças como essas salvarão incontável número de vidas. Contudo, para reverter a constante elevação nas taxas de incidência dessa doença é imperioso focar nossa atenção no produto altamente cancerígeno dos tempos atuais: carne processada.

Quase todo mundo sabe que fumar causa câncer, motivo pelo qual é proibido acender cigarros em escolas, bares, aeroportos, escritórios ou hospitais. No entanto, o que chama a atenção é a falta de consciência pública sobre como a dieta pode tornar-se um importante fator desencadeador de doenças. Esse desconhecimento é comum tanto entre os americanos, como entre a população de outros países.

Em 2009, aproximadamente 73% dos canadenses ignoravam a associação existente entre alimentação e câncer. Também no Reino Unido uma recente pesquisa demonstra que 49% de seus cidadãos não estão cientes sobre a influência da dieta no aparecimento desta doença.

Se as pessoas soubessem da correlação direta que existe entre o consumo de carne processada e câncer, cachorros-quentes e salsichas não fariam parte da merenda escolar e estariam proibidos nas lanchonetes de hospitais ou em todos os locais onde se pratica um esporte.

Um estudo publicado em dezembro passado demonstra que a relação de causa e efeito entre produtos de origem animal e câncer é tão forte quanto a existente entre tabagismo e câncer. Uma resenha publicada na revista científica Nutrition Research discorreu de forma bastante explicativa sobre como a ingestão de carne pode levar ao desenvolvimento de câncer colorretal. Na verdade, a pesquisa associando consumo de carne ao câncer remonta ao passado, datando de 1907.

Joe Camel (desenho da propaganda dos cigarros Camel) e Marlboro Man (personagem usado na propaganda dos cigarros Marlboro) transformaram-se de imagens divertidas e glamourosas em imagens de caixões e de adolescentes com dentes deteriorados.

Vamos desencadear a mesma reação e mudança de perspectiva para o consumo de carne: transformar as propagandas Oscar Mayer Wiener, gigante americana de produtos derivados de carne, em bolsas de colostomia e as imagens de competições entre devoradores de cachorro-quente em imagens de necrotérios de hospitais. De forma equivalente, o mesmo deve ser feito com relação à publicidade no Brasil da carne Friboi e Seara.

Esperamos que no Dia Mundial do Câncer de 2015, tanto o tabaco, quanto as carnes, já estejam fora das prateleiras.

As informações são da PCRM – Physicians Committee for Responsible Medicine (Comitê Médico pela Medicina Responsável).

Nota da Redação: A carne processada é um dos produtos que ocasionam câncer nas pessoas, mas não é o único. Existem dados da comprovação do câncer em vários outros produtos de origem animal e também é fundamental dizer que a saúde não é o fator exclusivo para mudar a alimentação, deve se levar em conta também os interesses dos animais e o impacto ambiental da nossa alimentação, por isso, a recomendação da PCRM por uma alimentação 100% vegetariana (baseada exclusivamente em vegetais).

Bem como compreender que os animais não são “alimentos”, são seres sencientes, que são usados, explorados e embalados para que não possamos ver naquele produto do supermercado o individuo cheio de vontade de viver que existia anteriormente.

Texto traduzido por Monika Schorr.

Ambientalista, adepta da alimentação sem carne, simpatizante dos direitos animais e agora blogueira!

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