Escrito em por
Ações.

Tilikum morreu cedo por culpa da Sea World afirma ONG

Traído pela humanidade – mais uma morte trágica no Sea World

Tilikum está morto!

Causa da morte: condenado ao cativeiro pelo Sea World.

Roubado de sua mãe nas águas da Islândia há mais de três décadas e agora morto prematuramente aos 36 anos de idade.

A Sea Shepherd Conservation Society responsabiliza o Sea World pela morte precoce de Tilikum e condena todas as atividades que levem ao cativeiro de cetáceos.

Sea World perdeu um investimento, as Orcas do mundo perderam um cidadão e a humanidade perdeu uma parte de nossa alma coletiva.
Cada pessoa que assistiu às apresentações do Sea World, e não se arrepende de tê-lo feito, também carrega parcela da culpa pela trágica morte de Tilikum.

A forma com que as pessoas podem demonstrar seu pesar pela perda de Tilikum é boicotando todos esses aquários de escravos. Um ingresso para o Sea World é um ingresso para prolongar o sofrimento e a morte.

Estes são trechos do artigo do jornal Daily Mail com comentários de Paul Watson, Presidente da Sea Shepherd Global:
“Tilikum, a baleia orca do Sea World que inspirou o documentário “Blackfish” depois de matar sua treinadora, morreu. Ele tinha 36 anos.

A baleia morreu no início desta sexta-feira (06/01), segundo funcionários do Sea World Orlando. A causa da morte ainda não foi confirmada, mas os funcionários informaram que ele enfrentava “alguns graves problemas de saúde” por ser um animal idoso.”

Capitão Paul Watson: Graves problemas de saúde causados por uma vida inteira em cativeiro. Semana passada, Granny, uma orca livre na natureza, morreu aos 103 anos de idade. Sea World vinha insinuando, durante o último ano, que Tilikum estava envelhecendo, antecipando sua morte. Na realidade, aos 36 anos, uma Orca está no auge de sua juventude.

“Tilikum ocupava e continuará ocupando um lugar especial no coração da família Sea World, assim como no coração de pessoas em todo mundo que ele inspirou”, disse Joel Manby, presidente e diretor executivo do Sea World. “Meu coração está com nossa equipe que cuidou dele como membro da família.”

Capitão Paul Watson: Meu coração está com sua mãe e seu grupo, com uma mãe que teve seu filho roubado e um grupo que foi privado de um membro de tamanha envergadura de sua cultura ameaçada. As lágrimas da Sea World são falsas. Eles infligiram uma vida miserável a um magnífico ser senciente, dotado de autoconsciência. Eles deveriam envergonhar-se de si mesmos.

“Tilikum foi a orca macho mais fértil do Sea World, procriando 14 filhotes desde que chegou ao Sea World Orlando na Flórida, há, aproximadamente, 25 anos. Ele era especial. Seu tamanho notável chegava a 7 metros de comprimento e pesava pouco mais de 5 toneladas.”

Capitão Paul Watson: Em outras palavras, ele era um escravo reprodutor, cujo esperma era coletado pelos treinadores através de masturbação para inseminar artificialmente as fêmeas escravizadas.

“A baleia provocou uma discussão nacional sobre a manutenção de orcas em cativeiro, após matar sua treinadora, Dawn Brancheau, em 2010. Brancheau, de 40 anos, estava interagindo com Tilikum diante de uma platéia em Sea World Orlando, quando ele a puxou de uma plataforma e a manteve debaixo da água.”

Capitão Paul Watson: Não existe um único caso documentado de uma Orca na natureza que tivesse matado um ser humano. A responsabilidade pela morte de Dawn cabe somente ao Sea World. Tílíkum foi levado a praticar atos de violência devido ao confinamento imposto pelo Sea World e o Marineland of the Pacific. Uma baleia levada à loucura pelo confinamento.

“Mesmo sentindo profunda tristeza pela perda, nós continuamos a oferecer a Tilikum o melhor cuidado possível, dia após dia, pelos maiores especialistas em mamíferos marinhos, disse o Sea World na declaração de sexta-feira.”

Capitão Paul Watson: O que o Sea World está sentindo é uma queda nos lucros. Tilikum é a perda de um investimento. Sea World teve a oportunidade de libertar Tilikum em um refúgio marinho. Eles se recusaram a dar a Tilikum mesmo alguns poucos anos de relativa liberdade, a liberdade de experimentar o oceano real de novo, a liberdade de ver peixes vivos de verdade na natureza, a liberdade de não ser abusado pelos humanos. Sua vida foi miserável até o último instante.

“Antes da morte de Dawn diante de uma platéia, Tilikum esteve envolvido em outras duas mortes. Em 1992, quando esteve encarcerado no aquário canadense Sealand of the Pacific, Tilikum e duas orcas fêmeas mataram um treinadora que atuava em tempo parcial e que escorregou e caiu dentro da piscina onde estavam. Pouco tempo depois, Tilikum foi transferido para o Sea World na Flórida onde, em 1999, um homem nu, driblando a segurança, entrou à noite no Sea World e foi encontrado morto na manhã seguinte, caído sobre Tilikum, dentro de um tanque de reprodução. Tilikum e as três mortes em que esteve envolvido inspiraram a produção do documentário “Blackfish” que se aprofundou nas controvérsias sobre as orcas mantidas em cativeiro. O filme faz graves críticas ao Sea World, argumentando que as orcas em cativeiro tornam-se mais agressivas com humanos e entre elas.”

Capitão Paul Watson: Graças ao filme Blackfish e desde sua divulgação, o Sea World está desmoronando financeiramente. Blackfish é um extraordinário exemplo do poder da câmera.

“O filme mudou a postura do público em relação a baleias em cativeiro e causou um profundo impacto negativo nos negócios do Sea World. O número de visitantes despencou, a empresa enfrentou uma queda nos lucros e a Southwest Airlines cancelou seu vínculo de 25 anos com o parque temático. Funcionários do Sea World anunciaram, em março de 2016, o encerramento do programa de reprodução de orcas e também dos espetáculos com estes mamíferos marinhos.”

Capitão Paul Watson: Isso não acontecerá até o final desta década e não há necessidade de um programa de reprodução, já que há procriação de Orcas fora dos EUA e o Sea World possui Orcas em suas instalações na Ilhas Canárias. O Sea World deve transferir suas Orcas para refúgios marinhos e estabelecer um programa de reabilitação para devolvê-las à natureza. Outras Orcas em cativeiro, como Morgan e Lolita, devem ser libertadas. A escravização de Orcas e golfinhos precisa ser abolida.

Tradução (Portal Veganismo): Monika Schorr.

Share on Facebook65Tweet about this on TwitterShare on Tumblr0Share on Google+0Email this to someonePrint this page

Deixe uma resposta