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Tilikum foi escravizada desde os dois anos de idade

Nessa sexta-feira (6), morreu no SeaWorld de Orlando na Flórida, a famosa orca Tilikum, mundialmente conhecida pelo episódio que causou a morte da treinadora Dawn Brancheau, do qual a orca também foi vítima.

Quando tinha apenas 2 anos Tilikum foi roubada de sua mãe e família nas águas da Islândia para ser explorada em aquários, ontem a orca morreu precocemente aos 36 anos de idade.

A precisão da morte só será determinada após a realização da necrópsia, o SeaWorld já vinha informando a Imprensa que a orca estava doente em uma clara estratégia de relações públicas de amenizar a situação quando se concretizasse de fato; organizações ambientalistas e de defesa animal afirmam que Tilikum foi morta devido ao confinamento e que esses animais vivem aproximadamente 100 anos em natureza.

Morte da “treinadora” em 2010
Em fevereiro de 2010, a treinadora Dawn Brancheau foi afogada em um momento de estresse de Tilikum causado pelo confinamento em cativeiro e extensas horas de treinamentos forçados. O anúncio de sua morte foi surpresa até mesmo para os diretores da SeaWorld, pois ela era a treinadora sênior e conhecida por ser totalmente fiel as diretrizes de “segurança” da empresa.

As filmagens e fotografias do ocorrido foram judicialmente proibidas de serem veiculadas, a SeaWorld na época tentou passar uma imagem de que Tilikum estava brincando com a treinadora e o acontecimento foi um acidente, no entanto, a autópsia mostra que Tilikum não estava com disposição para afetividade e tudo aponta para que Dawn tenha sofrido muito antes de morrer, tendo até mesmo seu braço esquerdo arrancado, além de lesões na medula espinhal e costelas, cortes e contusões.

O documentário Blackfish relata a morte de Dawn Brancheau e de outros treinadores. O filme revolucionou a opinião pública sobre criação de animais marinhos em cativeiros para entretenimento. Segundo o jornal britânico “The Guardian”, o parque perdeu metade de seu valor de mercado desde o lançamento de Blackfish.

Especialistas afirmam que os danos psicofísicos que as baleias são forçadas a passar ao serem retiradas dos habitats naturais, os treinamentos e uma vida em cativeiro ocasiona comportamentos agressivos, perigosos para os treinadores e para as próprias baleias que chegam a ferir a si mesmas e as outras, danificando os dentes ao morder parte de concreto dos tanques, mordendo outras baleias, demonstrando comportamentos psicológicos anormais, etc.

Os próprios registros da empresa mais odiada do mundo, SeaWorld, contêm 600 páginas de relatórios de incidentes que documentam o comportamento perigoso e inesperado de orcas com os instrutores, tais comportamentos são inexistentes em natureza, afirma a organização Sea World of Hurt, que atua contra o uso de animais em aquários.

Nota do Portal Veganismo: Demonstre sua compaixão a Tilikum e outros animais confinados, não apoiando aquários e zoológicos e compartilhando essa notícia com amigos e familiares, indicando para que assistam o filme Blackfish.

Os animais não existem para serem escravizados, eles existem para seus próprios propósitos, assim como nós. O preconceito de espécies (Especismo) precisa ser questionado, essa visão que cria desculpas para usar e escravizar animais apenas por não serem pertencentes a espécie humana precisa ser urgentemente abolida.

Os animais não-humanos também são detentores de direitos, afinal, também são seres sensíveis e conscientes (sencientes) com interesse em viver suas vidas em liberdade, sem serem violados física ou psicologicamente.

Fundador do Portal Veganismo e do Grupo CAMALEÃO.
Comunicólogo, autodidata em História, Filosofia e conhecimentos gerais. Ativista abolicionista pelos Direitos Animais, membro da Sociedade Vegana.

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