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Ações.

Ato foi realizado em observação ao Dia Internacional dos Direitos Animais

Em 2006, começaram a ser realizadas no Brasil as ações do VEDDAS em observação ao DIDA (Dia Internacional dos Direitos Animais), poucos meses após o início das atividades do VEDDAS em São Paulo, na época realizadas no formato de protesto, com direito a carro de som e passeatas que reuniam centenas de pessoas na rua.

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Já em 2010 decidimos experimentar um novo formato, ousado, e que nos levou a descobrir o resultado da ação de rua mais impactante que realizamos: a exposição de cadáveres sendo segurados nos braços de ativistas em vias públicas. Em 2011 repetimos o ato por duas vezes consecutivas e até hoje mantemos essa frequência. Em anos seguintes outras cidades onde o VEDDAS esteve presente, como Natal e Recife, também realizaram o ato nesse mesmo formato.

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O número de corpos de animais sendo usados e respectivamente o número de voluntários cresce a cada ano, acompanhada pela melhora na nossa capacidade de organização e logística já que esse é um ato cujo planejamento se inicia meses antes e finalmente toma uma semana toda para ser finalizado. Obviamente, a obtenção e acondicionamento dos corpos dos animais é a parte mais trabalhosa e mais delicada e que na mesma medida em que torna essa a nossa ação mais impactante, também a torna a mais trabalhosa. Todos os animais são obtidos do descarte da indústria, ou seja, a regra é não pagar por animal ou parte dele, o que envolve receber animais que vêm a óbito em santuários e também visitar açougues e mercados municipais mendigando por partes de animais que não tenham valor comercial para quem lucra com a sua venda.

Mesmo estando na rua em contato direto com o público por meio de nossos projetos multimídia no mínimo 4 vezes por semana, com uma média de mais de 300 ações anuais, o ato realizado em torno do Dia Internacional dos Direitos Animais certamente é o que causa maior impacto e isso se deve justamente à presença dos corpos dos animais explorados, em uma representação contundente dos bilhões que são explorados e mortos anualmente.

Além de todo o trabalho de bastidores que precede esse ato, ele só é possível graças à determinação dos bravos voluntários que se colocam em postura séria e respeitosa durante horas esteja chuva ou sol, para passar aos desavisados a mensagem dos Direitos Animais.

Ainda que alguns possam dizer que o número de voluntários que participam desse ato seja ínfimo quando comparado ao número de pessoas que se declaram veganas e limitam a sua atividade de rua a participar de eventos onde são comercializados produtos veganos, são justamente essas poucas dezenas de “plantadores de sementes” que participam de atos como esse compreendendo o verdadeiro significado da palavra ativismo que fazem “germinar” novos veganos. O DIDA certamente é um lugar onde vemos reunidos esses plantadores e podemos quase escutar o barulho do estouro das sementes que ali germinam.

Neste ano, o VEDDAS realizou duas ações em observação ao Dia Internacional dos Direitos Animais, com cerca de 50 voluntários, dividindo as tarefas entre segurar os cadáveres de animais, conversar com o público e cuidar da organização do ato, atingindo milhares de pessoas que transitavam no Viaduto do Chá, em São Paulo.

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Assista ao vídeo do DIDA organizado pelo VEDDAS em São Paulo:

 

► Colabore para a expansão dessa e de outras ações do VEDDAS acessando: www.veddas.org.br/colabore

George é nutricionista especializado em dietas vegetarianas, presidente da ONG VEDDAS, conselheiro consultivo do Instituto Abolicionista Animal e membro-fundador da Sociedade Vegana.

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