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Apesar de não tratar diretamente sobre o assunto o livro “Alimentação que evita o câncer e outras doenças”, realiza afirmações associadas ao vegetarianismo muito interessantes.

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E o mais importante é que se trata de um livro relativamente antigo e que utiliza recomendações da Organização Mundial de Saúde, então, nos faz refletir como o vegetarianismo é muito mais uma questão de informação em alguns casos (do que paladar, cultura e etc), o livro de Federman já tratava sobre o assunto que ainda até hoje é visto por muitos como tabu dietético e entendido como mito em algumas coisas, como o caso da proteína.

Relatório da Organização Mundial de Saúde afirma: “Existe um grande e convincente corpo de evidências que o padrão alimentar e o nível de atividade física podem não apenas influenciar a saúde presente, mas também determinar se um indivíduo irá desenvolver doenças como o Câncer, Doenças Cardiovasculares e Diabete. Estas doenças permanecem sendo as principais causas de morte prematura e invalidez, em países industrializados e em desenvolvimento.
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As populações desses países estão tendo aumento no risco, assim como a população pobre dos países industrializados. Em comunidades, distritos, estados e países onde as intervenções para mudança nos alimentos foram implementadas, houve dramática diminuição nos fatores de risco. Estas mortes prematuras são desnecessárias e amplamente previsíveis.”

A solução está em nossas mãos. O uso de cereais integrais e leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico e soja), além de suprir as necessidades de proteínas, possibilita a diminuição ou o término de uso das carnes, lacticínios, oferecendo importantes mecanismos de proteção contra doenças crônicas e infecciosas. Esse resultado ocorre porque as fibras dos cereais integrais, aderem nas gorduras, impedindo a sua absorção.

Noventa anos de pesquisa permitiram à Ciência Médica a incrível descoberta que as principais doenças e causas de morte no mundo, podem ser evitadas em sua imensa maioria, adotando as seguintes medidas:

1. Utilizar na alimentação diária, grãos integrais ou alimentos em cuja composição existam grãos integrais ou farinhas de grãos integrais.

2. Não utilizar alimentos em conserva de sal ou vinagre e alimentos defumados. A conservação deve ser feita no refrigerador.

3. Não usar fumo, bebidas alcoólicas e café.

4. Usar o mínimo de óleo, de preferência de oliva, somente o indispensável para a culinária.

5. Não usar carne bovina, frango e peixe.

6. Não usar leite de vaca e todos os seus derivados, como: queijo, manteiga, yogurt e similares (como a margarina).

7. Não usar farinha de trigo refinada.

8. Nos climas frios a alimentação deve ser mais densa, concentrada, energética, como: pão de centeio, arroz, lentilhas, gergelim e menos verduras. Nos climas quentes, a alimentação deve ser mais leve, pão de trigo integral, aveia, frutas frescas, milho, grão de bico, menos semente de gergelim e dessa vez mais verduras do que legumes.

9. Atividade física é fundamental.

10. Procurar o contato diário e direto com a Natureza, como andar descalço na grama, na praia, em praças, jardins e desligar o máximo possível das inconveniências da vida moderna.

Dr. Sidney Federman – Especialista em Cirurgia Pediátrica pela AMB.
Diretor Clínico e Presidente do Centro de Estudos do Hospital São Camilo – Santana.
Técnico da Divisão de Doenças Crônicas Não-Transmissíveis – Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Ambientalista, adepta da alimentação sem carne, simpatizante dos direitos animais e agora blogueira!

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