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A chocante realidade do que acontece nos zoológicos

Quando animais são capturados na natureza e aprisionados em zoológicos, se tornam “commodities”. Eles são desprovidos de exibir seus comportamentos naturais e levam uma vida de estresse e tédio.

A vida em cativeiro faz muito mal para os animais (naturalmente livres), porém, para piorar a situação muitos zoológicos ainda possuem programas de reprodução em cativeiro que condenam mais e mais animais ao destino cruel do confinamento e isso permite, através do nascimento dos filhotes, gerar mídia e aumentar o número de visitantes pagantes. Nesse sistema de exibição de animais como mercadorias em vitrine, a única desvantagem para as instituições zoológicos é a ocorrência dos chamados animais “excedentes”.

Ao contrário de santuários, zoológicos não cuidam desses animais durante toda a sua vida, e conforme ficam mais velhos, muitos são considerados “sobras”, por não mais servirem ao beneficio do entretenimento e do lucro.

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De acordo com os programas da Species Survival Plan (SSP), um animal excedente é aquele que “fez a sua contribuição genética para uma população e não é essencial para estudos científicos futuros ou para manter a estabilidade ou tradições-grupo social”.

Estes animais podem ser adultos que foram criados com um número de parceiros e não são mais necessários para produzir a prole para o jardim zoológico. Basicamente, qualquer animal que não se “encaixa” nos programas de reprodutores dos zoológicos pode ser considerado um excedente, segundo informações da One Green Planet.

Os animais jovens também podem ser considerados “inúteis”, caso o zoológico considere que ele deixou de ser rentável; filhotes que foram um grande sucesso no ano anterior podem ser substituídos por animais mais novos, mais jovens, que vão atrair mídia novamente.

Frequentemente, animais “excedentes” são vendidos por meio de um banco de dados online: Association of Zoos and Aquariums (AZA). Um comércio cruel que surpreendentemente é legalizado.

Embora zoológicos aleguem preocupação com a conservação de espécies ameaçadas de extinção ou com o bem-estar animal, a verdade é que os zoológicos não são a solução para a conservação de espécies e eles não atendem os interesses individuais dos animais tanto que os tratam como produtos e os descartam quando não geram o devido lucro.

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A visão romântica sobre os zoológicos como instituições “boas” para os animais contribui para que o público não questione as diversas atrocidades praticadas e para que não reflita sobre a problemática da utilização em si do animal como produto em vitrine, além disso, o comércio e exploração dos animais “excedentes” é uma prática de bastidores que está mais distante da realidade do público visitante, quando um animal é substituído, morto ou vendido isso passa desapercebido ao público que aprende [no zoológico] a ver os animais como espécies e não como indivíduos.

Alguns animais são vendidos diretamente para reservas de caça, enquanto outros são apresentados a leilão. A trilha de papel seguinte, onde os animais vão nem sempre é acessível e a maioria dos casos expondo essas transações foram através de trabalho secreto.

De acordo com Alan Green da Animal Underworld: “É um arranjo, uma negociação de longa data. Eles vendem os animais “não-rentáveis” e confiam que os negociantes criminosos colaborem ao não rastrear a fonte. É um jogo sem perguntas e é conduzido de uma forma que a verdade fique enterrada. Se estas instituições de financiamento público não tivessem nada a esconder, por que elas não fornecem um relatório completo de onde todos os animais indesejados foram?”.

Quem compra tem interesse em pagar um preço mais baixo, quem vende tem interesse em não ser rastreado. Esses animais acabam indo parar na mão de traficantes de drogas, criadores particulares, zoológicos menores ou circos de beira de estrada.

Caso não ocorra a negociação comercial, os zoológicos simplesmente vão fazer eutanásia nesses animais.

Alguns zoológicos norte-americanos favorecem o uso de contracepção para limitar o número de gravidezes não desejadas entre os animais, no entanto, na Europa, matar os animais excedentes é uma prática padrão.

No ano passado, o mundo chorou por um velho girafa de 18 meses chamado Marius que foi assassinado no zoológico de Copenhague (Dinamarca), em frente a um grupo de alunos. Marius foi morto porque, como funcionários do zoológico afirmaram, seus genes já estavam suficientemente representados entre as populações girafas restantes e ele era fruto de endogamia.

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Poucas semanas depois, quatro leões foram mortos da mesma forma no jardim zoológico de Copenhague porque as autoridades queriam um novo macho para introduzir com as fêmeas restantes.

Esses atos não são justificáveis. Embora o assassinato seja cruel, a venda ou empréstimo dos animais, pode levá-los para outros destinos também cruéis onde continuam sendo tratados como escravos.

Poucos zoológicos que pretendem manter e criar animais com a finalidade de “conservação”, na verdade, fazem realmente um trabalho de preservação e soltura, não haveriam animais “excedentes”, porque seriam devolvidos à natureza e não criados, trocados e vendidos para gerar entretenimento. Isso tudo que acontece com os animais excedentes apenas confirmam ainda mais o fato de que os zoológicos veem os animais como mercadorias, não como indivíduos, seres sencientes que eles são.

Se a qualidade de vida de cada animal, seus interesses e direitos fossem realmente importantes para as instituições zoológicos não haveria exposição de animais gerando stress, comportamento estereotipados e outros tantos danos psicológicos (zoocose), não haveria animais “excedentes”, troca ou venda de animais e os zoológicos seriam, na verdade, santuários.

Nota do Portal Veganismo: Boicote zoológicos. Não acredite na ideia “mal-estarista” de que há zoológicos bons e zoológicos ruins, zoológicos são naturalmente ruins, pois todos veem os animais como produtos para beneficio humano.

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